Ele não pode rescrever vidas
Abrir os olhos cegos do tempo
E simplesmente se colocar a fiar
Ocasiões que não aconteceram
Errante encara o destino
Agora, o melhor caminho
Não se deixa massacrar,
Se permite
Pensou que fosse bom por um momento
Te-la encontrado mais cedo
Em outras circunstancias, por outros caminhos
E numa viela qualquer este amor de agora
Surgisse naturalmente
E qualquer destino seria de mãos dadas
Mas por sob as arvores ele observa tudo
Puxa-a pela mão até que ela possa estar livre
E as mãos estejam soltas
E eles possam finalmente caminhar
Pois a vida, sim, esta desconhecida
Que se alegra em brincar com coisas sérias
(talvez nem tão serias assim)
Dá-lhes “nãos” todas as manhãs
Antes mesmo do primeiro bom dia
Até o dia em que cansada dar-lhes-a
Vários “sins” intermitentes
Ai serão…
Chuvas, beijos, dança
E corpos colados uns nos outros.

