Grandes tempestades e inundações O corpo todo entregue, molhado, sedento E são dias de paz dos quais quase não se encontra Seca, dor, escuridão incerteza Toda a vida presa na impossibilidade E são dias tristes, coesos e demorados E o bom de tudo isso que chamamos vida Apresenta-nos incerto, derradeiro como uma chuva [...]
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Monções
Publicado: 14/05/2012 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"Tags:dhamaru, luizvieira, monçoes, Poesia, teatrodocaos
Como se fizesse alguma diferença iludimo-nos novamente aproveitando todo tempo do mundo que não temos enquanto sabemos o que acontece e por mais que tentemos subverter isto ou aquilo a eternidade não dura mais que um segundo e o relógio sempre se estraçalha às sete… JEFERSON
Caminhamos com as tempestades conhecemos as tormentas mais furiosas escolhemos caminhos tortuosos sofremos com a verdades inaceitáveis que descobrimos nos abrigamos nas mais variadas sombras nas sobras displicentes da escuridão impenetrável Desafiamos as situações impertinentes encontrando-nos sempre em um canto desolado transitando no limite o tempo todo caminhamos por entre o espaço entre os espaços [...]
Era um devaneio colorido era uma ilusão em preto e branco uma foto de enquadramento inadequado uma resiliência no destino insolente um infortúnio sem sinônimo nos dicionários eram sinais luminosos se transmutando indefinida e indeterminadamente, mas proveniente de estrelas já findadas cuja a luz linda encanta, desbrava a finitude dos momentos eternos embora saibamos que [...]
Bruto exposed
Publicado: 14/04/2012 por JEFF em PoesiaTags:Bruto, Caos, Exposição, filosofia, fotografia, Jeferson, Jeferson Montes Claros, Jeff, montes claros, Poesia, poeta, Teatro, Teatro do Caos
As pessoas perguntam como funcionam os mecanismos como se processam as coisas, o quê ou quem sou eu talvez um conjunto de rimas resolva, talvez não… É eminentemente complexo, embora simples talvez eu arrume uma definição melhor à posteriori mas por hora, para não se perderem, entendam assim: Bruto por definição, Filosofia por opção, Teatro [...]
Não há saída, o nada está tomando tudo poderíamos abrir mão da existência sermos resilientes em nossas posições favoráveis ou irmos em direção aos fragmentos coloridos que respingam ou se contraem antes do esfacelamento nos apegarmos à inútil inocência dos dias de cólera ou ao ímpeto heróico da resistência Poderíamos fazer qualquer coisa, mas não [...]
Um dia ensolarado o vento batendo em seu cabelo você tão disposta à tudo o ritmo ideal pra quem entendeu o que é realmente o tempo como as coisas se processam livre das pressões de qualquer coisa Um dia mudando sua vibração palavras se alinhando em horizontes desnecessários sinais indistintos ao longe as paisagens sugadas [...]
Ele não pode rescrever vidas Abrir os olhos cegos do tempo E simplesmente se colocar a fiar Ocasiões que não aconteceram Errante encara o destino Agora, o melhor caminho Não se deixa massacrar, Se permite Pensou que fosse bom por um momento Te-la encontrado mais cedo Em outras circunstancias, por outros caminhos E numa viela [...]
Hey! E aquela mania de ser pop em tudo? E aquela coisa de entrar na escuridão sem temer a ausência de luz? E aqueles dias de glória? É; aqueles mesmos em que entrávamos nas batalhas pelo simples prazer de permanecer em pé enquanto todos caíam E aquela cara debochada perante os perigos mortais só porque [...]
O exército se alinha somos todos velhos demais pra tudo isso mas a acuidade de nossos desejos desvelados pede mais sempre mais a terra contra a água, a água moldando a terra a gente buscando novos instrumentos para tudo o tempo não passa quando estamos aqui nos recusamos a envelhecer mais por motivos óbvios tudo [...]
Mais um dia estendendo a linha do tempo mais um dia rodando por entre as frestas o devaneio escorregadio de seus desejos impossíveis repetindo rimas, repetindo dilemas rodando em círculo a noite toda Novas rotas para as mesmas colisões mesmas situações para destinos resolutos mais um dia querendo acelerar em direção ao fim da linha [...]
Havia muitas coisas nebulosas tudo estava perfeito demais por isso reneguei o reinado do reino imaginário e quando todos estavam sãos, eu adoecia assim mesmo, sem sentido, sem um motivo aparente Diziam-me que eu era o preferido dentre todos os descendentes de um passado desconhecido e agora me chamam para lugares aonde antes eu não [...]
Sim, eu vejo o tempo Passar feito uma flecha Atravessando mundos E palavras Ainda pergunto-me Onde estão todos vocês? E então digo olá para o céu Visito o limbo Jogo com a morte Esperança vaga De algo que não sei Nem mesmo o que é E todas as possibilidades A cada degrau A cada escada [...]
O relógio bate as seis, cravado eu simplesmente não posso ficar pelas ruas, pessoas se incinerando por quase nada passivas perante quase tudo o anoitecer, a sombra cinzenta o reduto dos medíocres, a fuga dos covardes pessoas se aglutinando em volta de fortalezas inúteis, pretextos facilmente degradáveis bebidas de péssima qualidade e argumentos fúteis enquanto [...]
Dentro dos Olhos
Publicado: 10/03/2012 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"Tags:dhamaru, luizvieira, montesclaros, Poesia, teatrodocaos
Hoje acordei dentro de seus olhos Havia uma penumbra de anoitecer Eu caminhava como se soubesse todos os destinos Como se conhecesse toda sua vida O cheiro claro de sua nuca exalava das flores O mundo era a calma de morangos com chocolate Meus passos confiantes como um salto no escuro E foram dias mergulhado [...]
Visita Inusitada
Publicado: 06/03/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:loira, luizvieira, montes claros, morena, mulher, Poesia, poeta
Bateu a porta ainda era dia Surpreso ele foi preso nos braços dela Exigiu atenção, amor e sexo Ele servo da existência Cedeu.. É um escravo, ela sabe bem Aquele corpo é vivo. O sol queima-lhes Os cabelos loiros brilham Aos poucos as roupas caem A pele cada vez mais rubra Intensidade dos trovões Terremotos [...]
Corra rápido, pegue o trem você tem o que procura bem aqui todas as emoções se foram quando nos incineramos por capricho na noite passada Ouça o que eu te digo somos eternos enquanto isto tudo durar enquanto não colocarmos os pés no chão como se fosse a primeira vez, como se não soubéssemos o [...]
Seja nos contrastes equivocados ou nas lacunas resilientes que por mais que esforcemos não conseguimos preencher seja nos fusos horários displicentes ou vendo tudo por um ângulo diferente seja nas aspirações insensatas ou nas coisas rodando caoticamente na órbita que escolhemos e agora não conseguimos cumprir Não adianta é tarde demais pra qualquer coisa mentimos [...]
Tão apegado às normas em uma sala de escritório vendo a vida passar pela janela milhões de combinações absurdas e glórias indubitáveis que, inerentemente, não são suas nem foi ele quem as fez florescer com um gesto que valia à pena ou uma atitude condescendente de deixar a vida acontecer enquanto tenta colar os vidros [...]
Para cada sonho ausente um delírio inconsequente ela banca a indefesa frente à confusão que ela mesmo criou ele quebra toda a mobília, atrasa os relógios e aumenta o som até seus tímpanos sangrarem Na esperança de deixarem tudo pra trás ela faz planos de como o afogar na banheira velha no canto da parede [...]
Você parece tão bonita com esta aura de garota comportada divagando sobre a ascendência das estrelas ou sobre as postulações bergsonianas enquanto percebemos que, de esquina em esquina, tudo vai ficando pra trás e ainda não encontramos o que estávamos procurando nem há lugar nesta cidade para gente como nós JEFERSON
Tudo confuso… as sombras se misturando os vultos rondando pelo quarto as respostas cobrando perguntas os pesos, as medidas, os fatos deliberados o caminho resoluto a velocidade indeterminada a escuridão delimitando a luz o capuz encobrindo o rosto o passado emoldurando o presente o sorriso aguardado, o andamento correto o som do vento repercutindo por [...]
As poesias, inevitavelmente, ficam pra trás nos atiramos contra a parede por nada não me lembro de termos dado vazão a nada que não seja abstrações singelas de um fluxo contínuo de uma realidade violenta e uma glória lapidada pela paciência do tempo que, inerentemente, conserta tudo… JEFERSON
Pode parecer um delírio, uma sensação incontida ou uma ilusão insensata, mas de todos os universos que eu não conheço o seu é o que mais eu sinto falta… JEFERSON
Todos nós estamos destruídos, porém ainda estamos sorrindo. Todas as armas foram usadas em batalhas fúteis As lembranças de uma guerra estúpida ainda permeiam as mentes O sopro dos canhões ainda nos assombra E a guerra foi ontem, porém ainda está viva Crianças mortas por crianças, devastação por todos os lados Um pai chora. Um [...]
Todas as fichas apostadas lá estão eles noite adentro procurando o que perder dezenas de possibilidades se oferecem facilmente uma noite pra cada avenida uma avenida pra cada rodada desajeitada um desajeito para cada opção indesejada enquanto se desafiam, vão além do limite, caçando taxas cada vez mais altas até não poderem pagar rodando sem [...]
Desfocando e focando alternando entre medidas impossíveis o retorno imediato das imagens insensatas as elegias impossíveis de um reino distante o quase plausível, o quase alcançável estraçalhado pelos acordes de outrora no banco de trás de um destino em movimento rumo à um futuro desconhecido uma numeração que define a captura de cor e tudo [...]
Um milhão de pequenos contos impossíveis O lorde de toda existência observa o (re)arranjo O pedido de ajuda não foi ouvido As alegrias foram distribuídas Todo laspso Coisas estranhas acompanham o infinito Todas impossibilitadas de certa forma possíveis Rodolfo Morais
Fins concretos para seres imaginários
Publicado: 09/02/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro
Ela sentada à beira do elevado da varanda serena, olhando o mundo desabar Eu, finalmente, entendendo o que é a duração tudo girando, desintegrando ao nosso redor a gente ciente que tudo vai acabar os drinks, o apreço pelas bebidas, a habilidade inquestionável em apontar o inevitável as músicas, a guitarra velha, as dezesseis moedas [...]
Carta de São Dhamaru a igreja Infeliz
Publicado: 03/02/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:dhamaru, fornicação, luizvieira, montesclaros, Poesia, religiosidade, teatrodocaos
Tenho recebido noticias de vossa tristeza Eu me compadeço de vos eu compreendo vosso sofrimento Venho consolar-vos por meio da palavra Irmãos e irmãs, meus companheiros Tendes carregado um duro fardo A vida não vos poupou Tendes calma A liberdade é vossa companheira nesta batalha Fornicai irmãos, esta é vossa melhor verdade A toda hora implorai pelo gozo sexual Não se importe [...]
Pessoas como mercadorias, mercadorias como pessoas… há, no mínimo, pra não dizer outra coisa, um olhar educado em demasia… JEFERSON
Proibida
Publicado: 31/01/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:luizvieira, montesclaros, Poesia, proibida, teateo, teatrodocaos
Qualquer um afirmaria minha loucura Do quanto tudo isso é proibido Mas aquele corpo dorme todos os dias entre minhas pálpebras Toma toda minha cama em gemidos doces atravessa todas as paredes, Faz florescer em meu quarto Inebriante cheiro, gozo, paz Qual o limite de um corpo trasbordante de desejo? As regras, os tratados, as [...]
Todos sempre dizem: parabéns! Resista! Isso mesmo! Continue… Mas não são vocês quem se ferem e sangram quando achamos que chegamos à vitória, tudo parece conspirar à favor e o destino insiste em nos dizer o contrário JEFERSON
Provavelmente voltaremos a este assunto tudo é bem mais complexo do que aparentemente se apresenta parece alternância, mas não somos só isso… Todos acham que nos conhecem, mas isto também não é verdade… JEFERSON
Alegrias secretas
Publicado: 26/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, Poesia, secreto, Teatro do Caos
Nem tão preso aos desígnios da Terra nem tão distante à ponto de não haver colisão assim, de graus em graus vamos vertendo todos os delírios diários desvencilhados da manifestação contínua de todos as esferas e imagens projetadas de todos os absurdos ou superficialidades reveladas degrau a degrau vamos subindo em direção ao inevitável o [...]
Todos nós sabemos tudo vai ruir, vai sair do controle e desmoronar em um simples amanhecer então seremos arremessados pra cima e talvez até tenhamos uma sensação maravilhosa de suspensão segundos antes de sermos soterrados pelos escombros… JEFERSON
Como uma pedra rolando noite adentro
Publicado: 23/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, noite, pedra, perdido, Poesia, Teatro do Caos
Me jogando contra as paredes perdido em um dos milhares de labirintos tortuosos de meu quarto cada vez mais apertado pelas lacônicas sombras e sobras das lacunas da noite Destinos incompletos abstrações inúteis de inúteis displicências e inúteis resultados e complicações as ocasiões cobrando mais caro todas as taxas que sempre nos recusamos a pagar [...]
Penumbra nos olhos
Publicado: 18/01/2012 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"Tags:Teateo do caos poesia montes claros luizvieira
Um tenro olhar de mistério Uma noite as vezes clara com um dia de sol Outras penumbra onde não se vê o próximo passo Dela se espera tudo, mas sempre há alguma surpresa Teus olhos um paraíso desconhecido Uma dia imprevisto do futuro Quem poderá atingi-lá Tal qual um profeta se aproxima de seu deus? [...]
Te esperando em frente sua casa te cercando com seu mundo impossível nenhum movimento de correspondência, mas continua lá parado observando esperando o movimento mudar Então você não segue meus conselhos, a coisa muda ele cria tudo te conta as suas mentiras mais sinceras vai de resplandecência à escuridão em duas frases e te cerca [...]
Era um dia chuvoso lágrimas pedras escorriam pelo corrimão tortuoso das escadas igualmente tortuosas da amargura eu andava, como quase sempre, sem um propósito aparente enquanto a noite findava e eu me preparava pra descer, degrau à degrau, rumo ao porão alagado me lembrando de todas as coisas dentro de todos os motivos que me [...]
Labirinto adentro
Publicado: 11/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montesclaros, poesia montes claros, Teatro do Caos
A máxima sempre aponta para o continuar, mas não há opções plausíveis nem caminhos diferentes àqueles aos quais não ousam arriscar e tudo parece, sempre, infinitamente mais simples e menos urgente quando visto do lado de fora e não é nosso o sangue que é derramado a cada dia de permanência dentro do turbilhão de [...]
Propósito
Publicado: 09/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro do Caos
Silentes andam os errantes dia após dia sedentos de uma diretriz eficiente Para cada coisa um propósito nefasto para a faculdade de esquecer, o esquecimento para a faculdade de lembrar, o sofrimento os segundos nos perfurando por horas horas entre dias, dias entre mãos, mãos por trocados, e trocados por ilusão Incontáveis e diferentes destinos [...]
Dor
Publicado: 08/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro do Caos
Meu império de palavras insuficientes minha cara desbotada de sempre esperando o ônibus à luz do dia tudo claro ao redor a fenda de uma ferida que não cicatriza os olhos fechados, as lembranças de sempre glórias incompletas sentimentos vazios, pensamentos vorazes pessoas felizes ou, aparentemente, próximas disso o que é suficiente para saber que [...]
O encontro
Publicado: 07/01/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:luizvieira, montesclaros, Poesia, teatrodocaos
O gosto das estrelas queimando os olhos O poder de conseguir o novo outra vez As possibilidades dos caminhos diversos As flores que chovem todas as manhãs Liberdade é Ir por um bom caminho É reconhecer o passos do pródigo Multidão de pássaros voltando A pele queima, já estamos prontos A diversidade das experiências São [...]
As horas torturando os destinos escolhidos nossa eterna revolta de causas vazias motivos reais para seres imaginários um sei lá o quê de eminente volta teus desejos trancados lhe cobrando as chaves um quarto apertado de ilusão e desespero nas madrugadas de apego solitário palavras como imagens, imagens como respostas o mundo alheio à nossa [...]
Vasculhando, revirando tudo pequenas subidas, grandes quedas trocadilhos adolescentes a gente fingindo estar satisfeito com tudo de um lado para o outro batendo nas paredes indo em direção ao centro de um infinito projetado sem pagar pedágios sem nos importar com os restos deixados girando as coisas mais rápido do que conseguimos suportar só pra [...]
Em vão, por várias vezes, entoamos nossos cantos de batalha nunca tivemos inimigos reais ou tão poderosos quanto os que inventamos brindamos por nada somos o retrato desfocado de sorriso incólume nossos destinos emparedados nossos cálices cheios de sangue dos inocentes de sempre uma ou outra forma igualmente inocente de ver as coisas um ou [...]
Era pra ser uma história simples até tudo, como sempre, sair do controle a cidade nos cercando de luzes e lojas labirintos distintos em cada rota conhecida pessoas se etiquetando, se oferecendo por pouco e assim, também como sempre, entramos noite adentro edificando milhares de possibilidades e coisas que agora se amontoam na fila para [...]
É tarde, tarde demais pra qualquer coisa? Embora não haja mais um sentido aprazível ou algo que nos remonte aos tempos de luta e, principalmente, resistência vou permanecendo em pé enquanto vejo os antigos colegas de combate, um a um, desistindo ou caindo como ratos dilacerados solícitos de formas novas de conveniência ou de outra [...]
Para Lucas Brother… Sentado no banco da frente ao som de Bob Dylan e Johnny Cash está ele, solitário voltando pra casa pra retomar sua vida guardada enquanto dirige e olha para a estrada entra por paisagens surreais conhecidas e velhos desejos aflorados de sempre a casa a qual volta não é mais um lar, [...]

