Arquivo da categoria ‘Poesias’

Possibilidades

Publicado: 17/11/2011 por Luiz Vieira em Poesias
Tags:, , , , ,

Hoje encontrei aquele velho amigo bêbado de novo Nada de novidade, perdido, incontestavelmente : vivo Dizia-me como não queria a passividade das maças verdes Logo percebi seu anseio ambíguo pelo inatingível Disse-me sobre as impossibilidades próprias da vida Enquanto, eu insosso cantava meu copo de vinho Revelava-me, o que é novo na vida – POSSIBILIDADES. [...]

O homem solitário cruzando o fim da linha

Publicado: 08/01/2011 por JEFF em Poesias

Caminho solitário pela tarde cinzenta ouço vozes ao longe, muito longe sigo o caminho amaldiçoado meus sapatos gastos o chamado sereno do fim dos dias Nunca estive acomodado em algum lugar mas agora a nevoeiro parece convidativo o encontro do inusitado com o perdido o chamado agora respondido a sonata perfeita para dias desolados Subo [...]

Soneto de fidelidade na voz do próprio autor, Vinicius de Moraes, acompanhado de Tom Jobim.

Foram os meus dedos contemplados por poder acariciar tão belo e formoso corpo por ter dedilhado as melodias sinceras havia algo em tão bela e perfeita simetria que eu não sabia os olhos receosos da grande sede da alma não eram tão incuráveis quanto os lábios desejosos tão sedentos de gostos desconhecidos contato sincero perfume [...]

Composição: Música: Luiz Bonfá – Letra: Antonio Maria Manhã, tão bonita manhã Na vida, uma nova canção Cantando só teus olhos Teu riso, tuas mãos Pois há de haver um dia Em que virás Das cordas do meu violão Que só teu amor procurou Vem uma voz Falar dos beijos perdidos Nos lábios teus Canta [...]

“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui!” Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali… A minha glória é esta: [...]

Umbrella II

Publicado: 30/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Findou-se o tempo escolar, A água límpida se deixa cair nos telhados Eu posso te proteger garota Eu posso te levar em casa Ela espera nervosa que passe a tormenta Eu espero cavalheiro que esta não passe nunca Ou que a garota simplesmente desista E pacientemente me acompanhe. – Eu te levo. – Mas você [...]

Umbrella I

Publicado: 30/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Algumas nuvens negras agora começam a ganhar espaço O azul translúcido do céu, Algumas lágrimas divinas Por ele passam vagarosamente, o vento agora está frio Ele perambula pelas ruas vazias, como se caminhasse pelas almas humanas Não! Essa escuridão não é a proximidade da noite É água… Depois de senti-la caminhando do rosto até o [...]

Cheque-Mate

Publicado: 20/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

As cores brilhantes deste dia de sol As nuvens brancas, a textura láctea O vento breve, despreocupado e falante Um mundo inteiro de areia escura As cores encobertas pelo marrom Os corpos espalhados na areia quente O chão sugando a energia vital Desolação, esperança, solidão Finalmente quis desistir Não querem mas lutar O corpo prepara [...]

O Caos Indica: Mónologo (Chico Anísio)

Publicado: 07/10/2009 por Luiz Vieira em O caos Indica, Poesia, Poesias

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio — maior maldade mundial. Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha. Margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia, mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, [...]

“Oh amigos, mudemos de tom! Entoemos algo mais agradável E cheio de alegria! Alegria, mais belo fulgor divino, Filha de Elíseo,Ébrios de fogo entramos Em teu santuário celeste! Teus encantos unem novamente O que o rigor da moda separou. Todos os homens se irmanam Onde pairar teu vôo suave. A quem a boa sorte tenha [...]

Martini

Publicado: 05/09/2009 por Luiz Vieira em Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Ontem eu menti Incrivelmente disse: – Eu também gosto de Martini! Incrível a coincidência! Não gosto! Até acrescento: … Um homem Que se preze não bebe Martini. …Nem percebi quando disse Talvez tivesse más intenções Com o belo corpo que se apresentava Voluptuoso, novo e suave a minha frente Porque não pedi o maldito Uísque [...]

João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade de Recife – PE, no dia 09 de janeiro de 1920, na rua da Jaqueira (depois Leonardo Cavalcanti), segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo. Primo, pelo lado paterno, de Manuel Bandeira e, pelo lado materno, de Gilberto Freyre. Passa a [...]

Olá Pessoal O Grupo Teatro do Caos está disponibilizando dois E-Books Gratuitos do Grande Poeta Português Fernando Pessoa. Baixem a Vontade. Enquanto isso aproveite para ler nossas Poesias. LIVRO DO DESASSOSSEGO Em textos espalhados em papéis de todos os tipos, de folhas soltas a cadernos só recentemente juntados como obra integral, o poeta Fernando Pessoa [...]

V. de “O Guardador de rebanhos”

Publicado: 09/07/2009 por Luiz Vieira em Poesias

Há metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que ideia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do [...]

Aforismo 05

Publicado: 30/06/2009 por Luiz Vieira em Poesias

Notícia de última Hora: “Tragédia mata inocente na periferia da cidade” Não tenho vergonha de dizer Antes Ele do que eu…

Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido – sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo [...]