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Monções

Publicado: 14/05/2012 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"
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Grandes tempestades e inundações O corpo todo entregue, molhado, sedento E são dias de paz dos quais quase não se encontra   Seca, dor, escuridão incerteza Toda a vida presa na impossibilidade E são dias tristes, coesos e demorados   E o bom de tudo isso que chamamos vida Apresenta-nos incerto, derradeiro como uma chuva [...]

Mãos soltas

Publicado: 05/04/2012 por Luiz Vieira em Poesia

Ele não pode rescrever vidas Abrir os olhos cegos do tempo E simplesmente se colocar a fiar Ocasiões que não aconteceram Errante encara o destino Agora, o melhor caminho Não se deixa massacrar, Se permite Pensou que fosse bom por um momento Te-la encontrado mais cedo Em outras circunstancias, por outros caminhos E numa viela [...]

Hoje acordei dentro de seus olhos Havia uma penumbra de anoitecer Eu caminhava como se soubesse todos os destinos Como se conhecesse toda sua vida O cheiro claro de sua nuca exalava das flores O mundo era a calma de morangos com chocolate Meus passos confiantes como um salto no escuro E foram dias mergulhado [...]

Visita Inusitada

Publicado: 06/03/2012 por Luiz Vieira em Poesia
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Bateu a porta ainda era dia Surpreso ele foi preso nos braços dela Exigiu atenção, amor e sexo Ele servo da existência Cedeu.. É um escravo, ela sabe bem Aquele corpo é vivo. O sol queima-lhes Os cabelos loiros brilham Aos poucos as roupas caem A pele cada vez mais rubra Intensidade dos trovões Terremotos [...]

Tenho recebido noticias de vossa tristeza Eu me compadeço de vos eu compreendo vosso sofrimento Venho consolar-vos por meio da palavra Irmãos e irmãs, meus companheiros Tendes carregado um duro fardo A vida não vos poupou Tendes calma A liberdade é vossa companheira nesta batalha Fornicai irmãos, esta é vossa melhor verdade A toda hora implorai pelo gozo sexual Não se importe [...]

Proibida

Publicado: 31/01/2012 por Luiz Vieira em Poesia
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Qualquer um afirmaria minha loucura Do quanto tudo isso é proibido Mas aquele corpo dorme todos os dias entre minhas pálpebras Toma toda minha cama em gemidos doces atravessa todas as paredes, Faz florescer em meu quarto Inebriante cheiro, gozo, paz Qual o limite de um corpo trasbordante de desejo? As regras, os tratados, as [...]

Um tenro olhar de mistério Uma noite as vezes clara com um dia de sol Outras penumbra onde não se vê o próximo passo Dela se espera tudo, mas sempre há alguma surpresa Teus olhos um paraíso desconhecido Uma dia imprevisto do futuro Quem poderá atingi-lá Tal qual um profeta se aproxima de seu deus? [...]

O encontro

Publicado: 07/01/2012 por Luiz Vieira em Poesia
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O gosto das estrelas queimando os olhos O poder de conseguir o novo outra vez As possibilidades dos caminhos diversos As flores que chovem todas as manhãs Liberdade é Ir por um bom caminho É reconhecer o passos do pródigo Multidão de pássaros voltando A pele queima, já estamos prontos A diversidade das experiências São [...]

Possibilidade

Publicado: 28/11/2011 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Havia pouca luz em meu quarto Chovia bastante, já era tarde Eu tinha versos envoltos em trevas Mesmo assim acordei e fiz um blues para você Não estava muito sóbrio, Isso seria importante? Teus olhos curiosos repousavam sobre estes versos Eu me preocupava em repousar sobre sua boca Meu cheiro tua multidão de hormônios acorda, [...]

Retina

Publicado: 24/11/2011 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"
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Queima-me a retina tua imagem transvertida de vida Perto como imagem de espelho, no entanto intocável Cheiro quente de um corpo transbordando humanidade O gosto dessa pele misturado ao amargo do wiskey Tua língua banhos abundantes de saliva Suor e versos evaporam-se entre corpos Delirante, e levemente pervertido, diriam algumas Incontido num bom dia ao [...]

Possibilidades

Publicado: 17/11/2011 por Luiz Vieira em Poesias
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Hoje encontrei aquele velho amigo bêbado de novo Nada de novidade, perdido, incontestavelmente : vivo Dizia-me como não queria a passividade das maças verdes Logo percebi seu anseio ambíguo pelo inatingível Disse-me sobre as impossibilidades próprias da vida Enquanto, eu insosso cantava meu copo de vinho Revelava-me, o que é novo na vida – POSSIBILIDADES. [...]

Despedaço versos incontidos na escuridão da noite Ela dorme envolta na dureza das pedras Ela não sabe nada sobre a vida, eu também perco muito tempo Incompreensões existências e seus objetos incontestáveis A penumbra cobre-me como os versos de Pessoa Eu me deleito nas noites calmas de um copo de wiskey Tudo é inconsistente pra [...]

Dois Longos Dias

Publicado: 26/08/2011 por Luiz Vieira em Poesia
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Ela guarda a certeza que nunca tive Nem nas divagações mais preciosas O movimento certeiro de um navio perfeito Que ri perigosamente na tormenta Perdida permanece intacta Assim descansa calma sob a chuva verde Trevas somente assustam no início Rica de paz e incerteza, ela nunca canta Irmã do movimento triste das estrelas Cidade perfeita [...]

À Julia Saori Na equidistância das esferas, Sua companhia é nau que viaja a esmo No sopro triunfante da inconstância A espada é força que rompe o chão O não-ser se prepara  para a vida palavras novas, nas lágrimas da mãe Abre-se para o novo, cheia de energia Resplandecente ao sol jaz o seu lugar [...]

Garotinha

Publicado: 14/06/2011 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Cortava sua pele ferida Desenha casinhas, coqueiros e rios O mundo era um espaço inabitável A realidade estava longe de sua mente Era como estar no esquecimento Entre o silencio das horas E o não ser de todas as coisas Arranhava seu rosto O sangue era usado como cor nos desenhos Todos olhavam a criança [...]

Carnaval

Publicado: 05/03/2011 por Luiz Vieira em Poesia
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Onde estão minhas putas besuntadas de oléo? Grito indignado na sala em alvoroço A bebida quente de tanto esperar meu gozo O chão encharcado de suor e de corpos nus A loirinha que balança as ancas sobre o balcão A música inebriante, um blues noturno e quente Desistente, o barman se entrega a sacanagem Nua, [...]

São 09 horas da manhã – outra vez – Ela está atônita diante do teto Sua velha indisposição matinal Aquela nova maneira de sentir o mundo   Não escreve mais aqueles versos Não perde mais tempo buscando as essências Está mergulhada nas imagens Quer o mundo, com o desejo das meretrizes.   Desistiu de confrontar [...]

Esqueça esse sorriso

Publicado: 22/12/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"
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Agora não duvida mais de Deus Não fuma um cigarro atrás do outro Não dança encantadoramente desajeitada Em minha casa repleta de convidados Provavelmente feliz, sem uma gota de álcool no sangue… Provavelmente curada dos danos de outrora… Não suporto esse seu sorriso Esse seu poema chinfrin Esse seu “contemplar a deus” Não aguento esses [...]

Foi ao médico injuriado outra vez A cabeça lhe doía incessantemente Desistira das soluções caseiras que a mãe lhe receitara Doía-lhe o corpo todo, com o passar dos dias Muitas visitas a diferentes médicos Vários diagnósticos, a solução não se revelava Embebido em noites negras Recorria a medicina sintética Um para dor de cabeça Outro [...]

O que é bom…

Publicado: 27/10/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Olhávamos todos insossos Um mundo repleto de insensatez Caminhávamos mergulhados em dúvidas Sempre a um passo do desfiladeiro Vocês que acreditam, não percam tempo O mundo nos abandonou sobre asas Ou deixem de esperar, ou sigam em frente Tudo está feito, nossas esperanças são vãs É bom esquecer as regras E colocar a mochila nas [...]

Soneto de fidelidade na voz do próprio autor, Vinicius de Moraes, acompanhado de Tom Jobim.

Os brutos também amam

Publicado: 30/09/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Os brutos também amam Amam as pernas roliças e morenas O rebolado doce de suas ancas A boca úmida, o hálito Os brutos também amam O gosto entre suas pernas Seu líquido: viscoso, molhado Seus seios novos, rígidos O gosto de sua pele morena Seu cheiro, suor, impregnado O gemido de prazer na madrugada Repito, [...]

Pessoas Simples

Publicado: 29/09/2010 por Luiz Vieira em Poesia
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Às vezes ele queria ser simples Olhar as garotas procurando a mulher da sua vida Ver o sexo como a consumação do amor Desejar uma família imensa, muitos filhos Tradicionais almoços de domingo Ter netos e uma morte feliz Ele queria amar isso que chamam vida Acreditar piamente em tudo melhor Depois que tudo passar [...]

Garotinha

Publicado: 08/09/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Cortava sua pele ferida Desenha casinhas, coqueiros e rios O mundo era um espaço inabitável A realidade estava longe de sua mente Era como estar no esquecimento Entre o silencio das horas E o não ser de todas as coisas Arranhava seu rosto O sangue era usado como cor nos desenhos Todos olhavam a criança [...]

Quem vive silenciosamente Aprende, aos poucos, a ser sozinho Um copo, um prato, a garrafa de vinho A garrafa diária de wisky Bossa-nova, uma leitura entediante Às vezes uma poesia amadora Às vezes uma mulher diferente Provavelmente, um beijo descuidado Tudo se repete, acostumou-se a isso Algumas noites não dorme, outras dorme muito Alguns dias [...]

Aqueles velhos passos na noite sozinho O encontro possível entre cervejas e gritos Todos os caminhos levam ao mesmo lugar Misteriosamente, esperamos o outro dia Peça mais uma, eu ainda não estou pronto Pervertida ela dança por entre as mesas Olha como se tivesse perdido a virgindade Em algum lugar do meu paletó encardido Alguns [...]

Pele

Publicado: 08/06/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Chuva de versos encantados Nossos corpos colados, A voz simples de Chico Boarque O violão triste, os versos brasileiros Dentro deste quarto o mundo parece melhor agora Uma boa ilusão pra iniciar de novo a semana Quando sua imaginação desiste É de bom grado tentar de novo O Wiski salva-lhe do abismo Um copo cheio [...]

Mistura

Publicado: 04/06/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"

Olha como se transformam em ondas fabulosas Olha os anseios dela saltando livres pela garganta O céu negro pesa sobre minha face quente Ouço repetidamente minhas orações antigas Ora, esqueça o passado criança! Ainda sonha com anjos, luz eterna e felicidade? Assim como antes, eu criança irredutível – Melhor o choro calado que perder as [...]

3º Movimento Subversivo Minha roupa estava suja de sangue Meu rosto também, Eu bebi um pouco de sangue dele Sentei na calçada… Crianças deformadas me olhavam Não sentia dor, nem prazer Meus olhos ardiam, estou estranho Animais desconhecidos falavam comigo Eu nunca respondia, eu não falo com estranhos Moscas vermelhas rondavam um cadáver na rua [...]

Sinfonia Subversiva em três movimentos (2º Movimento)

Publicado: 28/04/2010 por Luiz Vieira em Poesia

2º Movimento Subversivo Atônito eu caminha pelas vielas da cidade Olhava todas aquelas pessoas que me amavam -Boa Tarde, Como vai? Eu não respondia, não havia sentido Hoje nenhuma de minhas 7 esposas ousou acordar A almoço estava ruim, não sei cozinhar O vinho era de ontem, não estava bom Havia sangue pela casa, Estava [...]

1º Movimento Subversivo Hoje nenhuma de minhas 7 esposas ousou acordar Há cheiro de sangue por toda a casa Meus olhos estão inchados, a noite não foi boa Pesadelos: dragões, mortes, dor , e muito sangue Eu olho silenciosamente a janela Não me passa nada pela cabeça 7 corpos estão jogados pelo quarto Eu estou [...]

Top Blog 2010

Publicado: 27/04/2010 por Luiz Vieira em Informações e recados

Olá Pessoal Você que sempre acessa o teatrodocaos.wordpress.com pode votar no nosso blog como o melhor do ano. É só seguir este link http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=Busca&c_b=1114655 ou clicar no Banner do concurso ao lado. Contamos com a ajuda de Vocês. Att. Grupo Teatro do Caos

Liga o velho aparelho de som A música irrompe no doloroso silêncio Versos escondidos espalham-se pelo ar Ele na janela observa atento a linha do horizonte Um vento frio sopra a copa das árvores As folhas caem delicadamente Ao longe o latido dos cães e choro dos espíritos perdidos Ele abre a sua costumeira garrafa [...]

Ela me olha enquanto passo Ela deseja flores e chocolates Ela deseja hálito puro em suas coxas .. isso tudo como uma grande brincadeira de meus versos mais longos e solitários Ela se deixa envolver ela acredita no meu falso sorriso Ela gosta do jeito triste do meu rosto Ela sempre pensa em mim antes [...]

Composição: Música: Luiz Bonfá – Letra: Antonio Maria Manhã, tão bonita manhã Na vida, uma nova canção Cantando só teus olhos Teu riso, tuas mãos Pois há de haver um dia Em que virás Das cordas do meu violão Que só teu amor procurou Vem uma voz Falar dos beijos perdidos Nos lábios teus Canta [...]

Ergam os copos senhores Estamos verdadeiramente vivos Deixamos os fracos mortos na lama Estamos vivos e com sangue nas mãos Eles pediram clemência e nós matamos sem piedade Ergam seus copos de wiskey Agora estamos de volta Tragam as melhores mulheres da cidade Nós merecemos Dividam os espólios de nossos inimigos Vencemos a guerra Nossos [...]

Cântico negro José Régio “Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui!” Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali… A [...]

O corpo anda um pouco triste Sobrecarregado de possibilidades incontidas Todas as estradas inscrevem-se indefinidamente O sangue permanece novo embaixo de minhas unhas É sempre difícil decidir qual bola chutar Ou qual música guardar no bolso principal do paletó Mas, sobretudo, É bom ver algumas coisas estranhas O sorriso antigo dela aparecer indiscriminadamente durante a [...]

Hoje acordei com a mesma monotonia Que me acompanha desde que nasci Olhei seu corpo nu esparramado pela minha cama Aquele corpo moreno, no qual mergulhei por toda a noite Feminina, ela repousa enquanto acordo Abro a janela, e vejo este novo mundo Que infelizmente é igual ao de ontem Mas é novo porque é [...]

Teatro do Caos agora está no Twitter

Publicado: 03/01/2010 por Luiz Vieira em O caos Indica, Twitter

Olá Pessoal O Teatro do caos está agora no Twitter. Sigam: http://twitter.com/teatrodocaos Esperamos vocês lá. Abraços

“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui!” Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali… A minha glória é esta: [...]

Finitude Existem muitas histórias sobre o analista de Ba gé, mas não sei se todas são verdadeiras. Seus métodos são certamente pouco ortodoxos, embora ele mesmo se descreva como “freudiano barbaridade”. E parece que dão certo, pois sua clientela aumenta. Foi ele que desenvolveu a terapia do joelhaço. Diz que quando recebe um paciente novo [...]

Horas

Publicado: 20/12/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias com Audio, Produção "Teatro do Caos"

Tin… Dezenove horas e 5 minutos… Tin… Dezenove horas e 6 minutos… Tin… Dezenove horas e 7 minutos… Ele carrega meus versos mais preciosos Meus melhores beijos, o meu único sorriso Ele carrega as torres de meus desejos satisfeitos Ele transborda de sentimentos as represas do passado Tin… Dezenove horas e 9 minutos… Tin… Dezenove [...]

Umbrella II

Publicado: 30/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Findou-se o tempo escolar, A água límpida se deixa cair nos telhados Eu posso te proteger garota Eu posso te levar em casa Ela espera nervosa que passe a tormenta Eu espero cavalheiro que esta não passe nunca Ou que a garota simplesmente desista E pacientemente me acompanhe. – Eu te levo. – Mas você [...]

Umbrella I

Publicado: 30/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Algumas nuvens negras agora começam a ganhar espaço O azul translúcido do céu, Algumas lágrimas divinas Por ele passam vagarosamente, o vento agora está frio Ele perambula pelas ruas vazias, como se caminhasse pelas almas humanas Não! Essa escuridão não é a proximidade da noite É água… Depois de senti-la caminhando do rosto até o [...]

Cheque-Mate

Publicado: 20/10/2009 por Luiz Vieira em Poesia, Poesias, Produção "Teatro do Caos"

As cores brilhantes deste dia de sol As nuvens brancas, a textura láctea O vento breve, despreocupado e falante Um mundo inteiro de areia escura As cores encobertas pelo marrom Os corpos espalhados na areia quente O chão sugando a energia vital Desolação, esperança, solidão Finalmente quis desistir Não querem mas lutar O corpo prepara [...]

O Caos Indica: Mónologo (Chico Anísio)

Publicado: 07/10/2009 por Luiz Vieira em O caos Indica, Poesia, Poesias

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio — maior maldade mundial. Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha. Margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia, mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, [...]

“Oh amigos, mudemos de tom! Entoemos algo mais agradável E cheio de alegria! Alegria, mais belo fulgor divino, Filha de Elíseo,Ébrios de fogo entramos Em teu santuário celeste! Teus encantos unem novamente O que o rigor da moda separou. Todos os homens se irmanam Onde pairar teu vôo suave. A quem a boa sorte tenha [...]

Martini

Publicado: 05/09/2009 por Luiz Vieira em Poesias, Produção "Teatro do Caos"

Ontem eu menti Incrivelmente disse: – Eu também gosto de Martini! Incrível a coincidência! Não gosto! Até acrescento: … Um homem Que se preze não bebe Martini. …Nem percebi quando disse Talvez tivesse más intenções Com o belo corpo que se apresentava Voluptuoso, novo e suave a minha frente Porque não pedi o maldito Uísque [...]

João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade de Recife – PE, no dia 09 de janeiro de 1920, na rua da Jaqueira (depois Leonardo Cavalcanti), segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo. Primo, pelo lado paterno, de Manuel Bandeira e, pelo lado materno, de Gilberto Freyre. Passa a [...]