Você parece tão bonita com esta aura de garota comportada divagando sobre a ascendência das estrelas ou sobre as postulações bergsonianas enquanto percebemos que, de esquina em esquina, tudo vai ficando pra trás e ainda não encontramos o que estávamos procurando nem há lugar nesta cidade para gente como nós JEFERSON
Arquivo de fevereiro, 2012
Tudo confuso… as sombras se misturando os vultos rondando pelo quarto as respostas cobrando perguntas os pesos, as medidas, os fatos deliberados o caminho resoluto a velocidade indeterminada a escuridão delimitando a luz o capuz encobrindo o rosto o passado emoldurando o presente o sorriso aguardado, o andamento correto o som do vento repercutindo por [...]
As poesias, inevitavelmente, ficam pra trás nos atiramos contra a parede por nada não me lembro de termos dado vazão a nada que não seja abstrações singelas de um fluxo contínuo de uma realidade violenta e uma glória lapidada pela paciência do tempo que, inerentemente, conserta tudo… JEFERSON
Pode parecer um delírio, uma sensação incontida ou uma ilusão insensata, mas de todos os universos que eu não conheço o seu é o que mais eu sinto falta… JEFERSON
Todos nós estamos destruídos, porém ainda estamos sorrindo. Todas as armas foram usadas em batalhas fúteis As lembranças de uma guerra estúpida ainda permeiam as mentes O sopro dos canhões ainda nos assombra E a guerra foi ontem, porém ainda está viva Crianças mortas por crianças, devastação por todos os lados Um pai chora. Um [...]
Todas as fichas apostadas lá estão eles noite adentro procurando o que perder dezenas de possibilidades se oferecem facilmente uma noite pra cada avenida uma avenida pra cada rodada desajeitada um desajeito para cada opção indesejada enquanto se desafiam, vão além do limite, caçando taxas cada vez mais altas até não poderem pagar rodando sem [...]
Desfocando e focando alternando entre medidas impossíveis o retorno imediato das imagens insensatas as elegias impossíveis de um reino distante o quase plausível, o quase alcançável estraçalhado pelos acordes de outrora no banco de trás de um destino em movimento rumo à um futuro desconhecido uma numeração que define a captura de cor e tudo [...]
Um milhão de pequenos contos impossíveis O lorde de toda existência observa o (re)arranjo O pedido de ajuda não foi ouvido As alegrias foram distribuídas Todo laspso Coisas estranhas acompanham o infinito Todas impossibilitadas de certa forma possíveis Rodolfo Morais
Fins concretos para seres imaginários
Publicado: 09/02/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro
Ela sentada à beira do elevado da varanda serena, olhando o mundo desabar Eu, finalmente, entendendo o que é a duração tudo girando, desintegrando ao nosso redor a gente ciente que tudo vai acabar os drinks, o apreço pelas bebidas, a habilidade inquestionável em apontar o inevitável as músicas, a guitarra velha, as dezesseis moedas [...]
Carta de São Dhamaru a igreja Infeliz
Publicado: 03/02/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:dhamaru, fornicação, luizvieira, montesclaros, Poesia, religiosidade, teatrodocaos
Tenho recebido noticias de vossa tristeza Eu me compadeço de vos eu compreendo vosso sofrimento Venho consolar-vos por meio da palavra Irmãos e irmãs, meus companheiros Tendes carregado um duro fardo A vida não vos poupou Tendes calma A liberdade é vossa companheira nesta batalha Fornicai irmãos, esta é vossa melhor verdade A toda hora implorai pelo gozo sexual Não se importe [...]

