Proibida

Publicado: 31/01/2012 por Luiz Vieira em Poesia
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Qualquer um afirmaria minha loucura
Do quanto tudo isso é proibido
Mas aquele corpo dorme todos os dias entre minhas pálpebras
Toma toda minha cama em gemidos doces
atravessa todas as paredes,
Faz florescer em meu quarto
Inebriante cheiro, gozo, paz

Qual o limite de um corpo trasbordante de desejo?
As regras, os tratados, as distâncias?
Certamente não, a natureza e seu exercito
Nós dois subserviência as altas temperaturas,
Que borbulham sob nossa pele
E é tudo, novamente, caminho inexplorado

A mão que afaga os ombros,
A face que roça os cabelos,
As pernas que se juntam.
O gosto da pele impregnado
A boca-apetite, o beijo
A falta de roupa…

… unhas, cabelos, hematomas
Tudo que era somente seu, agora meu domínio
Eu escravo, queimando
O deus de seus gemidos.
Protetor de seu corpo extasiado
Molhado, doce
Esparramado pela cama,
O cheiro de mulher viva
E a luz branda que ilumina
Todos os contornos de sua humanidade

Luiz Vieira

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