Qualquer um afirmaria minha loucura Do quanto tudo isso é proibido Mas aquele corpo dorme todos os dias entre minhas pálpebras Toma toda minha cama em gemidos doces atravessa todas as paredes, Faz florescer em meu quarto Inebriante cheiro, gozo, paz Qual o limite de um corpo trasbordante de desejo? As regras, os tratados, as [...]
Arquivo de janeiro, 2012
Proibida
Publicado: 31/01/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:luizvieira, montesclaros, Poesia, proibida, teateo, teatrodocaos
Todos sempre dizem: parabéns! Resista! Isso mesmo! Continue… Mas não são vocês quem se ferem e sangram quando achamos que chegamos à vitória, tudo parece conspirar à favor e o destino insiste em nos dizer o contrário JEFERSON
Provavelmente voltaremos a este assunto tudo é bem mais complexo do que aparentemente se apresenta parece alternância, mas não somos só isso… Todos acham que nos conhecem, mas isto também não é verdade… JEFERSON
Alegrias secretas
Publicado: 26/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, Poesia, secreto, Teatro do Caos
Nem tão preso aos desígnios da Terra nem tão distante à ponto de não haver colisão assim, de graus em graus vamos vertendo todos os delírios diários desvencilhados da manifestação contínua de todos as esferas e imagens projetadas de todos os absurdos ou superficialidades reveladas degrau a degrau vamos subindo em direção ao inevitável o [...]
Todos nós sabemos tudo vai ruir, vai sair do controle e desmoronar em um simples amanhecer então seremos arremessados pra cima e talvez até tenhamos uma sensação maravilhosa de suspensão segundos antes de sermos soterrados pelos escombros… JEFERSON
Como uma pedra rolando noite adentro
Publicado: 23/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson, Jeff, montes claros, noite, pedra, perdido, Poesia, Teatro do Caos
Me jogando contra as paredes perdido em um dos milhares de labirintos tortuosos de meu quarto cada vez mais apertado pelas lacônicas sombras e sobras das lacunas da noite Destinos incompletos abstrações inúteis de inúteis displicências e inúteis resultados e complicações as ocasiões cobrando mais caro todas as taxas que sempre nos recusamos a pagar [...]
Penumbra nos olhos
Publicado: 18/01/2012 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"Tags:Teateo do caos poesia montes claros luizvieira
Um tenro olhar de mistério Uma noite as vezes clara com um dia de sol Outras penumbra onde não se vê o próximo passo Dela se espera tudo, mas sempre há alguma surpresa Teus olhos um paraíso desconhecido Uma dia imprevisto do futuro Quem poderá atingi-lá Tal qual um profeta se aproxima de seu deus? [...]
Te esperando em frente sua casa te cercando com seu mundo impossível nenhum movimento de correspondência, mas continua lá parado observando esperando o movimento mudar Então você não segue meus conselhos, a coisa muda ele cria tudo te conta as suas mentiras mais sinceras vai de resplandecência à escuridão em duas frases e te cerca [...]
Era um dia chuvoso lágrimas pedras escorriam pelo corrimão tortuoso das escadas igualmente tortuosas da amargura eu andava, como quase sempre, sem um propósito aparente enquanto a noite findava e eu me preparava pra descer, degrau à degrau, rumo ao porão alagado me lembrando de todas as coisas dentro de todos os motivos que me [...]
Labirinto adentro
Publicado: 11/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montesclaros, poesia montes claros, Teatro do Caos
A máxima sempre aponta para o continuar, mas não há opções plausíveis nem caminhos diferentes àqueles aos quais não ousam arriscar e tudo parece, sempre, infinitamente mais simples e menos urgente quando visto do lado de fora e não é nosso o sangue que é derramado a cada dia de permanência dentro do turbilhão de [...]
Propósito
Publicado: 09/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro do Caos
Silentes andam os errantes dia após dia sedentos de uma diretriz eficiente Para cada coisa um propósito nefasto para a faculdade de esquecer, o esquecimento para a faculdade de lembrar, o sofrimento os segundos nos perfurando por horas horas entre dias, dias entre mãos, mãos por trocados, e trocados por ilusão Incontáveis e diferentes destinos [...]
Dor
Publicado: 08/01/2012 por JEFF em PoesiaTags:Jeferson Ferreira, Jeff, montes claros, Poesia, Teatro do Caos
Meu império de palavras insuficientes minha cara desbotada de sempre esperando o ônibus à luz do dia tudo claro ao redor a fenda de uma ferida que não cicatriza os olhos fechados, as lembranças de sempre glórias incompletas sentimentos vazios, pensamentos vorazes pessoas felizes ou, aparentemente, próximas disso o que é suficiente para saber que [...]
O encontro
Publicado: 07/01/2012 por Luiz Vieira em PoesiaTags:luizvieira, montesclaros, Poesia, teatrodocaos
O gosto das estrelas queimando os olhos O poder de conseguir o novo outra vez As possibilidades dos caminhos diversos As flores que chovem todas as manhãs Liberdade é Ir por um bom caminho É reconhecer o passos do pródigo Multidão de pássaros voltando A pele queima, já estamos prontos A diversidade das experiências São [...]
As horas torturando os destinos escolhidos nossa eterna revolta de causas vazias motivos reais para seres imaginários um sei lá o quê de eminente volta teus desejos trancados lhe cobrando as chaves um quarto apertado de ilusão e desespero nas madrugadas de apego solitário palavras como imagens, imagens como respostas o mundo alheio à nossa [...]
Vasculhando, revirando tudo pequenas subidas, grandes quedas trocadilhos adolescentes a gente fingindo estar satisfeito com tudo de um lado para o outro batendo nas paredes indo em direção ao centro de um infinito projetado sem pagar pedágios sem nos importar com os restos deixados girando as coisas mais rápido do que conseguimos suportar só pra [...]
Em vão, por várias vezes, entoamos nossos cantos de batalha nunca tivemos inimigos reais ou tão poderosos quanto os que inventamos brindamos por nada somos o retrato desfocado de sorriso incólume nossos destinos emparedados nossos cálices cheios de sangue dos inocentes de sempre uma ou outra forma igualmente inocente de ver as coisas um ou [...]
Era pra ser uma história simples até tudo, como sempre, sair do controle a cidade nos cercando de luzes e lojas labirintos distintos em cada rota conhecida pessoas se etiquetando, se oferecendo por pouco e assim, também como sempre, entramos noite adentro edificando milhares de possibilidades e coisas que agora se amontoam na fila para [...]
É tarde, tarde demais pra qualquer coisa? Embora não haja mais um sentido aprazível ou algo que nos remonte aos tempos de luta e, principalmente, resistência vou permanecendo em pé enquanto vejo os antigos colegas de combate, um a um, desistindo ou caindo como ratos dilacerados solícitos de formas novas de conveniência ou de outra [...]

