É o grande momento… Ele está sem aproximando Simplesmente não há nada que seja realmente relevante agora as ondas vêem e eu nem me importo estamos submersos nessa sensação de vitória nesta coisa confusa que é o acerto o topo do mundo com o que se espera dele não penso em ir embora não penso [...]
Arquivo de março, 2010
Parecia fácil Eles diziam “comporte-se garoto” Eles acharam que era só chegar e fazer Tentaram me passar a perna Esconderam a bebida, mas Eu encontrei… JEFERSON
* Este poema foi inspirado após eu ter lido o artigo “27″ por Kid Vinil, em sua coluna do site yahoo, alguns trechos do poema foram de informações citadas pelo colunista e trasformada em poema por mim. Como havia dito meus amigos, eu sobrevivi aos meus vinte e sete anos O que me resta agora? [...]
Pessoas se reúnem na maior praça da cidade alguém espera o nascer de outro sonho incomensurável Os tempos mudam o pneu há tempos gasto agora derrapa nas curvas e por mais que tentemos não conseguiremos ser tão verdadeiros o quanto esperam da gente Então a música esperada começa Pessoas atribuem-se culpa mutuamente elas vêem a [...]
Um gosto de sangue na boca que não passa o destino acolhido pelo acaso todas as possibilidades latentes em uma taça a poesia preparada para novos disparos a percepção concomitante que agora enlaça a madrugada inteira se entregando à vinhos baratos a sinceridade no abraço, de quem abraça os segundos nos dissolvendo mais poderosamente do [...]
Coroaremos suas fraquezas celebraremos nossas guarnições entoaremos nossos hinos sobre seus cadáveres é isto que somos é isto que fazemos avançamos sempre vencemos O céu não importa somos corajosos enfrentamos a tormenta de lembranças sangrentas vingamos os corpos deixamos pra trás essas coisas pequenas navegamos em outra direção o oceano violento de ética estúpida nem [...]
É viagem barata, eu sei dizer sobre as águas inquietas molhando nossos pés à beira das nuvens constantes que darão como resposta outro dia incolor sem rima sem alegorias baratas sem canções à meia noite uma alegria estática que parece suficiente, mas não é… JEFERSON
A palavra esquecida o ventre rasgado a ação desmedida o acaso cultivado …Tudo é… tran-si-tó-rio… JEFERSON
Do Louco
Publicado: 17/03/2010 por Luiz Vieira em Poesia, Produção "Teatro do Caos"Tags:dhamaru, louco, Luiz Carlos Vieira, luizvieira, montes claros, Poesia, poesia montes claros, Teatro Montes Claros
Ela me olha enquanto passo Ela deseja flores e chocolates Ela deseja hálito puro em suas coxas .. isso tudo como uma grande brincadeira de meus versos mais longos e solitários Ela se deixa envolver ela acredita no meu falso sorriso Ela gosta do jeito triste do meu rosto Ela sempre pensa em mim antes [...]
O que fizemos? Não somos mais bem vindos nesta cidade Ocupamos os espaços conversamos sobre lógicas complexas e distorcidas sobre a fumaça que sai do chão sobre os dias esquecidos sobre a travessia desafiadora punimos os arcadistas tivemos contato com os barrocos os dias foram passando a lucidez ficando distante os copos quebrados e as [...]
Brilha uma luz distante ecoando os postes da cidade a superposição reluzente dos desejos asilados esperando uma condução ao amanhecer ou um caminho diferente esta noite …todas as noites, pra dizer a verdade… Vamos mais rápido que a velocidade da luz mas não sabemos pra onde estamos indo então, o que há de bom nisso? [...]
A necessidade de minha calma são seus olhos A das palavras? …Destruírem mundos A necesidade da fuga é de esquecer de mudar os assuntos a necessidade dos lábios é o beijo a dos pensamentos de tornarem distantes seus ensejos a necessidade da compreensão é o fato da ação é o envolvimento a necessidade do momento [...]
Não preciso de codinomes não preciso de endereço só preciso do que acontece agora do que posso levar comigo o jantar está servido mas será por mim rejeitado de poesia em poesia vou me desconectando disso tudo dia após dia sobrevivendo à essa coisa toda soldados caem novos povos se levantam velhos problemas renascem e [...]
Empilham-se os malfadados mortos os incontáveis e silentes destinos sob uma aurora aborrecida de uma lógica e moral estapafúrdia onde as casas incendiadas nada mais são do que um aviso incoerente e distante do avançar suicida das tropas Alinham-se os artistas, sombras, incertezas, roteiristas e diretores Um estrume fresco oportunista se oferece para fazer mais [...]
Eu não me preocupo nem um pouco se estou consumindo ou roubando o pão dos fracos A cada dia em que vejo a praga que infesta essa cidade eu pareço surtar. A forma mais decadente assumiu o controle e estamos a essa mercê Na mesa o cálice está servido com as limitações e iguarias dos [...]
Um pequeno mundo que sempre esconde acontecimentos passados com receio do que possa vir no futuro
Publicado: 10/03/2010 por rodoxcaos em PoesiaNão pense em retornar, eu não estarei na minha casa Não pense em escrever, eu não lerei as suas cartas. Tudo o que tinha que ser dito, já foi dito Resolvemos tudo a menos de um mês atrás Apaguei as pegadas e os vestígios daquela viagem O mundo é mesmo um lugar muito grande E [...]
Um sorriso descorado calejado por motivos perdidos a ilusão necessária à sobrevivência um carro com o adesivo de uma universidade de Nova York um trecho dramático bem documentado a mãe esperando a filha dobrar a esquina Hemingway olhando para a arma a qual tirou a vida de seu pai Nietzsche coçando o bigode Bergson sentado [...]
Eu ouvi Eu vi Eu vi seus passos sua presença desafiadora os pingos de chuva o beijo prometido em silêncio a sinfonia do desarranjo o balançar descomprometido o estar feliz e só contrastando com minha tristeza iminente excesso de palavras os olhos desejosos a sinceridade a segurança aparente o quase toque a espera não concretizada [...]
distorções difusões discussões rima tola estilhaços de vidro alça enferrujada a música aumenta eu posso tentar eu sei que posso mas eu não sei eu não sei não sei o que passa pela minha cabeça …neste momento não tente você não pode me ajudar ! JEFERSON
Um olhar nostálgico para a minha saudade. E as folhas do outono caindo em minha calçada. As vestes da donzela que passa pela minha rua. Um perfume carregado que se espalha pelo ambiente. E a festa da moça de cabelos cacheados. Rodolfo Morais
Promessas cumpridas fugas arquitetadas devaneios desmedidos ações desvairadas poesias diversas guerras desavisadas devaneios ainda mais insanos a rima ensanguentada pelas indistintas penas usadas o apelo das palavras …das reveladas as cores da mais famosa tinta as mesmas coisas revisitadas a falta de palavras pra classificar sentimentos preciosos para quem não tem o que querer guardar [...]
Universos suspensos desejos esclarecidos sonhos obtusos seres esquecidos um eterno “se” um mar de “talvez” uma crença nos destilados um acreditar em um dia de cada vez sempre vislumbramos águas nunca dantes navegadas sempre caímos pelas calçadas tocamos o impossível frustando por não conseguir juntar ainda mais o que já é indivisível não fomos, podemos [...]

